Basil Bernstein e os currículos codigo

Basil Bernstein (- 1924- 2000) Foi um sociólogo da educação inglês conhecido principalmente por seus trabalhos na sociologia da educação, onde analisa os processos de comunicação na educação. Ao analisar as formas como diferentes grupos comunicam defende que existem diferentes formas (códigos) que tem um elevado impacto na estruturação social (formação de classes sociais). O seu trabalho teve um elevado impacto na sociolinguística.

Bernstein usa código como sinónimo de currículo, responsável pela reprodução cultural. A sua teoria do currículo analisa as relações estruturais que fundamentam a sua constituição, identificando três tipos de códigos: os currículos de coleção, que é constituído por conjuntos de disciplina, e o currículo integrado, que fundamentará a interdisciplinaridade.

Segundo Bernstein a crinação, quando chega à escola, é portadora de uma linguagem. Esta linguagem servirá para se exprimir, para comunicar, para se relacionar com os outros, ou seja, para se socializar. É uma comunicação que emerge a partir da experiencia de vida social (base do crescimento físico, psicológico e social), sendo um resultado do seu ambiente sócio-cultural. A escola é um embate da experiencia vivida com uma nova vivência, que gradualemtne se vai impor pelo seu valor social. A escola junta-se assim ao meio sócio-cultural e as relações familiares, que fundamentam o processo de socialização moderno.

Ainda segundo Bernstein existem, na comunicação dois padrões de fundamentais.: o código restrito e o código elaborado.O código restrito é usado sobretudo pelos grupos sociais populares, sendo menos informado e de menor reflexidade; já o código elaborado, que resulta dos grupos hegemónico, transporta mensagens mais elaboradas e complexas. É a posição social que determina o código a ser aprendido

Segundo Bernstein o uso da linguagem é é simultaneamente um instrumento de comunicação de conhecimento e de regulação e controlo do poder na sociedade. Na educação é importante o professor reconhecer no seus alunos a suas característica pessoais e familiares, bem como a comunidade onde se inserem, bem como os graus de autonomia que dispõem.

Para Bernstein os códigos de reprodução Cultural que são transmitidos por via do conhecimento educativo são formado por 3 sistemas de mensagens interligados: o currículo, a pedagogia e a avaliação. A sua preocupação com as relações estruturais que são estabelecidas entre as diferentes disciplinas que constituem o currículo tradicional, fundamenta um conhecimento fragmentado e pouco reflexivo. Para isso contrapõe a necessidade de um percurso interdisciplina que permita integrar os diferentes códigos culturais ( o código elaborado independente do contexto local, o código restrito, produzido na interação social é dependente do contexto) apreendidos nas diversas instâncias sociais (grupo, família, comunidade e escola) permitindo uma vivencia no âmbito das diferentes estruturas sociais em que o código se expressa.

Segundo Berstein o fracasso das instituições educacionais e das diferentes pedagogias decorrem da sua dificuldade em lidar com os mecanismo de reprodução cultural, propondo uma pedagogia que permita lidar com os diferentes códigos, eruditos e populares.

Publicado por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural Museu Afro Digital - Portugal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: