Ivan Ilitch e as Teias para auto aprendizagem

Ivan Illich (Viena de Austria 1926 – 2002) filósofo e pedagogo é um critico instituições da cultura moderna. Escritor prolífero, é um feroz crítico da sociedade industrial, com vários trabalhos sobre educação, medicina, trabalho, energia, ecologia e género.

No seu livro mais relevante sobre educação “Sociedade sem escolas” (1971) faz uma crítica radical do moderno sistema educacional e das escolas da sociedade industrial.

A partir do seu centro de documentação Intrercultural (em Cuernavaca, no México, que dirige entre 1961 e 1971) faz um conjunto de programas de formação para missionários na américa do Norte.

Esta será a base da sua crítica sobre a institucionalização da educação nas sociedades industriais e pós-coloniais. Através de vários exemplos sobre a ineficácia da educação institucionalizada, Ivan Illich propõe a autoaprendizagem, apoiada em relações sociais intencionais através de forma fluidas e informais.

A critica radical ao sistema educacional de Ilitch advém da sua convicção sobre a incapacidade da escolaridade do prover o individuo e a sociedade duma educação universal. E não seria também viável uma educação alternativa através das alternativas institucionais à escolas. Também não seria possível fazê-lo com os professores ou com os métodos pedagógicos atuais. Para isso propõe a ideia de teias educativas ou redes que permitam cada um de a cada momento aumentar e transformar a sua vida numa experiencia de aprendizagem através do encontro e da partilha de interesses. Esse método será também válido para outros serviços e alternativas.

Ivan Ilicth enuncia a reeivenção da aprendizagem nas várias esferas da sociedade através de novos modos de relação com as tecnologias e as partilhas de saberes. Uma situação que está na ordem dos dias na atualidade. Cada uma percorre um caminho feitos de escolhas centrados nas questões que lhe interessam sem a preocupação do roteiro “certo”. Seria portanto relevante conectar pessoas com com conhecimentos distintos ao redor do mundo e faz com que elas tenham um acesso mais fácil a esses conhecimentos, culturas e estudos.

Publicado por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural Museu Afro Digital - Portugal.

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