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Vinhos – Museologia e Globalização II

Tipos de Vinho

O vinho é frequentemente classificado em tipos (por características ou estilos) de acordo com sua composição química: por exemplo, vinho branco, rosé, tinto, ou generoso de acordo com sua cor; vinho seco, semi-doce ou doce, de acordo com o seu teor de açúcar; vinho gasoso ou espumante, de acordo com o teor de dióxido de carbono; e vinho generoso ou licoroso, após adição de aguardente vínica produzida por destilação.

As diferenças sensoriais entre os tipos de vinho são variadas e distintas de acordo com os estilos. Mas, dentro dos seus estilos também podem notar-se diferenças significativas devido a variação nos modos de produção de vinificação e armazenamento O estilo de vinho é fortemente influenciado pelo sabor na boca, um atributo intimamente associado ao seu teor de álcool.

Os vinhos podem, portanto, ser classificados como leves, médios ou encorpados, onde o corpo descreve o peso do vinho resultante da perceção combinada de álcool, açúcar, compostos fenólicos ou taninos, sabor e ácido.

A maioria dos tipos de vinho são derivados de variedades de uvas específicas. As características inerentes a determinadas variedades de uvas favorecem a produção de tipos de vinho específicos. Por exemplo, Riesling é geralmente um vinho branco seco e leve, enquanto Chardonnay é geralmente um vinho seco e encorpado.

As características varietais podem variar de acordo com a região vinícola e a colheita, devido às variações de solo, clima e topografia, também conhecidas como “terroir”, ou em resposta às práticas de cultivo da vinha. O tipo do vinho pode ainda influenciado pelas decisões de vinificação. Portanto, geralmente é possível produzir vinhos com características diferentes a partir de uma variedade de uva em particular. Por exemplo, Chardonnay pode ser usado para produzir tanto um vinho espumante de corpo leve e um vinho branco seco e encorpado.

Os enólogos têm uma influência considerável no processo de vinificação e no tipo de vinho. Métodos de produção e processamento da uva, seleção das cepas, da levedura, da fermentação, ou maturação em barris de carvalho, a fermentação malolática[1] e envelhecimento em garrafa influenciarão a composição e as propriedades sensoriais do vinho e, portanto, em última análise, a variação de estilo do tipo de vinho.

A vinificação é um processo científico hoje bem conhecido. Mas um dos prazeres em saborear o vinho é conseguir avaliar as características dum através da sua avaliação sensorial. Cor, Cheiro, Gosto, Sabor e Sensação.


[1] A fermentação malolática (também conhecida como conversão malolática ou MLF) é um processo na vinificação em que o ácido málico com sabor azedo, naturalmente presente no mosto de uvas, é convertido em ácido lático de sabor mais suave. A fermentação malolática é mais frequentemente realizada como uma fermentação secundária logo após o final da fermentação primária, mas às vezes pode ocorrer simultaneamente com ela.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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