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Memória dum Mundo Perdido XI – Pontos de ocultação

Nos postais anteriores, a propósito das respostas das elites aos problemas gerados pelo COVID19 no campo da cultura e património. Colocamos a hipótese que estamos perante um novo tempo que exigem novas respostas. Contudo, como temos vindo a observar, verificamos que a europa e as políticas nacionais de resposta à crise mantém “velhas respostas” para estes novos problemas. Velhas respostas que se traduzem em “colocar dinheiro sobre os problemas”. E avançamos com a hipótese explicativa de que esse tipo de resposta resulta do processo como as elites formam o seu conhecimento. A forma como o problema é identificado.

A identificação dum problema decorre dum processo de pensamento. Por simplicidade, categorizamos duas escolas de pensamento. Uma que rotulamos de “velhas escolas” que produzem conhecimento para o “mercado”. Formam profissionais para dar respostas às necessidades do mercado.

Este tipo de escolas, que herdamos do tempo anterior, estão preparadas para vincular aquilo que podemos chamar o “pensamento convergente”. Escolas que baseiam o processo de aprendizagem nas necessidades das organizações e processos considerados “adequados”.

Quero com isto dizer, que são escolas que veiculam um pensamento integrador. Privilegiam um pensamento que converge para um ponto conhecido. Todos os que passam pelo processo, que têm sucesso, têm como aspiração produzir respostas, ações e atitude, dentro do que podemos chamar “dentro da caixa”.

São respostas criadas por um tipo de pensamento que observa regularidades, que produz analogias e criar processos de reposta padronizados. O pensamento convergente foca-se no conhecido. É arrastado para um ponto cego (Blind Spot) que o impede de entender o que está fora dela.

Todas as tecnologias tem uma estrutura de pensamento. Uma arquitetura e uma filosofia. Esta estrutura mental dá indicações sobre a forma como se usa os dados que chegam do mundo real. O pensamento convergente é unificador das respostas mentais, das atitudes, dos corpos. Dá indicações de como e quando e porque fazer, ser e estar

Esta filosofia do (pensamento convergente) que apoia a tecnologia mostrou-se adequada ao tempo antigo. O problema é que ao arrastar-nos para o tal ponto cego. Um lugar onde não conseguimos entender o novo, não ela não o reconhece, como muitas vezes nega a sua existência.

Por isso, para estes novos tempos necessitamos dum pensamento crítico. Uma escola que facilite o pensamento divergente   eu permita ver fora da caixa.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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