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Memória dum Mundo Perdido IX – The Touchstone

A propósito da resposta à Crise do CIVID 19, temos vindo a refletir sobre as propostas para enfrentar a crise no setor da cultura e património. Identificamos, que em Portugal, tal como na tradição europeia, o processo de enfrentar as crises tem sido “lançar dinheiro sobre os problemas”, e reproduzir as rotinas normais, através da internet, na esperança que tudo volte ao normal.

A resposta à crise no setor da cultura (artes incluídas) e do património traduz-se nos “apoios de emergência” e nas visitas virtuais e disponibilização digital de acervos pelas instituições (publica e privadas).

Nos vários postais anteriores defendemos que esta crise do COVID 19, na sua inusitada presença, mostra de maneira radical os problemas que enfrentamos. Problemas que se traduzem por uma mutação nos processos de trabalho e na organização da sociedade. Como em qualquer organização social, as várias instituições traduzem as formas como enfrentem a realidade vivida e as relações de poder que aí foram estabelecidas.

Ora é natural que a organização social e as suas instituições respondam aos problemas que enfrentam do mesmo modo de sempre (genericamente conhecido na forma de “business as usual”). As respostas atuais do Ministério da Cultura, e doutras organizações insere-se nesta dinâmica.

A hipótese que tenho vindo a trabalhar é feita com base nas seguintes premissas: Se vivemos uma transição tecnológica na sociedade, com impactos no modo como o trabalho é executado, as medidas que devem ser tomadas devem ser orientadas para as necessidades do “novo” modo de trabalhar e para facilitar esse “novos” processos.

Sendo certo que, uma vez que somos ainda “antigos”, não sabemos, nem vemos exatamente que configurações essa nova dinâmica terá. Podemos todavia intuir algumas coisas. Podemos pensar a partir dos dados disponíveis, para facilitar o acelerar a mudança. Na lista museum, (http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg21100.html) por exemplo, Pedro Cardoso Pereira tem vindo a enunciar algumas destas transformações. Não temos naturalmente dados para verificar se assim vai ser efetivamente o futuro. Mas podemos, a partir da forma como formula o problema, verificar a consistência das respostas que apresenta. Se as acharmos relevantes validamo-las, ainda que de forma provisória e com cautela (pois é apenas um enunciado, e necessita do teste de enfrentar o real que ela enuncia).

A meu ver, nesta distinção entre a forma como enfrentamos o real, (o tal choque com a realidade) distingue o mundo “velho” do “novo”.

A questão é saber com que instrumentos contamos para efetuar essa distinção? Qual é a sua pedra de toque?

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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