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Educação patrimonial

Memória dum Mundo Perdido VI – O Choque com a Realidade

Esboçamos no último postal os fundamento duma crise europeia, que esta situação do COVID19 acentua. Defendemos uma nova “poética cultural”, exigindo metaforicamente a reabertura dos Cafés da Europa. Colocamos algumas dúvidas em relação aos processos pelos quais a Europa procurar resolver os seus problemas.

Depois de uma década em lançar dinheiro sobre as crises: da crise das dívidas soberanas às crises nas suas fronteiras (refugiados na Turquia, imigrantes no Norte de África, o ressurgimento da Rússia na Fronteira Leste), acentuam-se as suas contradições interna. A Grã-Bretanha deixou o clube restrito. O populismo no centro da Europa emerge. Os equilíbrios europeus alteram-se e interrogamo-nos. Onde estão a políticas comuns?

Estamos pois no tempo de saber se a Europa que sairá desta crise (de saude pública e económica) ainda será capaz de mobilizar os estados e os cidadãos. O modelo europeu de liberdade, equidade e solidariedade ainda terá vitalidae e viabilidade. Ainda olharemos para a Europa como a nossa “casa comum”

Não sabemos. Estamos a viver a onda dessa história, e como sempre temos dificuldade em entender os delicados equilíbrios que emergem.

Ainda somos uma comunidade de destino e um património de valores?

Se não o formos na Europa, seremos certamente como comunidade portuguesa.

A questão que então termos que procurar resolver é saber qual será esse destino e que valores vamos mobilizar?

Partimos naturalmente do sítio onde antes ficamos.

Talvez não se tenha falado muito mais disso. Entre as discussões sobre o museu dos descobrimentos, sobre o racismo latente na sociedade portuguesa, sobre a definição do conceito de museus e património, sobre as políticas culturais urbanas (vulgo Apoio à Artes), sobre o tal rapaz que tomou posso como dirigente público da cultura com vasto currículo no património imobiliário, os problemas estão na mesma.

Agora com a agravante da crise económica que se anuncia. Desemprego, ruína no turismo, a época de verão com os seus espetáculos revivalista em dúvida.

E com um problema que pouco se tem falado, mas que valerá a pena voltar a colocar na agenda, como sempre acontece quando vivemos tempos de transição. A Crise das elites culturais: Ou seja a capacidade dos intelectuais em entenderem e interpretar a realidade.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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