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Melchior de Bubake

Contam dos mais velhos de Bubake, sentados na sombra da cabaceira grande, com vista para o sobebo terrafe de Bidim, que ha um oxum poderoso em Bubake.

Melchior, como lhe chamam e simultaneamente poderoso e frágil. Poderoso porque todos verga a sua vontade. Fragil porque aparrce sempre desorientado.

Depois da história, regressei ao Saldomar, o B&Bio. Sentei me no terraço e pedia uma cerveja. Estava cansado do dia de praia. Do sol e da caminhada. Uma brisa suave enxia o ar, agitando o espanta espiritos com uma música suave. De baixo vem ina fumaças com cheiro de cedro. Balanceio a cabeça e, por breves momentos, paasso pelas brasas.

Acordo estemunhado. Belchior estava por ali e perguntava se queria mais uma cerveja. Ainda estrmunado disse-lhe que estava bem. Ainda entorpecido senti lhe a inquietação.

Questionei o: Que passa?.

-Nada. Nada! Exclamou. Na mão um braco de ogum. Agitado continuou. Então. Aldo se passa disse lhe eu. Estas muito branco. Procurei tocar lhe, mas a mão apenas encontrou ar.

Melchior desloca se nervoso. Irrequieto. Parece uma sombra deslizande por entre os farrapos de nevoeira que entrava do lado dos fanados.

-Va lá! Sossega um bocado. Conta me o que se passa.

É que eu nao encontro o caminho? Diz me. Nao encontro o camimho da Tabanka grande. O sítio onde mora Anjita a rainha de Badim.

Como nao encontras o caminho. E para cima. Mas agora de noite é mais difícil caminhar na picada.

-Não. Não e esse o caminho que procura. Eu vou pelo camimho de oxum. So que me esqueci como se abre a porta.

Ja a deaconfiar da história, perguntei lhe. Que porta. Os caminhos não tem portas. Talvez queiras dizer pontas?

-Nao não. E mesmo preciso encontrar a porta. E vai, lança uma fala e faz uns gestos. De repente para. Eatas a ver! Esqueci-me do fim. E e isto que falta. E recomeça.

Espera! Disse-lhe Eu acompanho te. E repeti os gestos. Cuidadosamente. Passo a paço. Movo os braços em círculos. Estalo os dedos. Faço os sons de canticoa que parecem vir dos tempos grisalhos dos Bijagós.

De subito estali os dedos e ….

Deasapreci!

Guiné #53

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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