Categorias
Sem categoria

A luz

Levam se três dias consecutivos sem luz. As comunicações vão se perdendo, os frigoríficos deixam de conservar. A noite e mesmo noite Longa e quente.

Em Canchumgo a eletricidade e privada. Isto ė. Em tempos deve ter sido pública. Pelo menos o lugar do gerador, revela um edifício do tempo colonial. A meio da vila, para distribuir pelas casas mais abastadas. Atualmente, o Sr. Augusto, um dinâmico empresário local, e concessionário ou prioritário do gerador. Um gerador ja velhinho, de fabrico chinês.

Habitualmente a eletricidade é fornecida por dois períodos. Um diurno, e outro noturno. Recentemente, o diurno foi sendo suprimido. A agora também o noturno.

Dizem que os serviços públicos, naturalmente consumidores diurnos, não pagam à vários meses. Logo não ha dinheiro para repor o combustível. E sem combustível não há eletricidade.

E uma situação recorrente. Literalmente não há dinheiro na administração pública. Não há salarios. Os fornecedores não são pagos. O dinheiro que circula e escasso. A sociedade civil troca, mas numa escala de pequena dimensão.

Um país suspenso e sem luz!

Crónica da Guiné #48

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.