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Aprendizes de executivos

Dá me arrepoios a impreparção dos cooperantes (expatriados na nova nomenculatura) em territorios africanos.

Questões tão simples como o valor da palavra e o exercício da escuta são pura e simplesmente ignorados, volorizando a ação de imposição da autoridade conferida pela distribuição de incentivos, como por aqui se chama ao pagamento de atividades dos locais (objetos de ação de desenvolvimento) quando são chamados para participar em atividades.

Os locais, que por vezes nem salario recebem, e que sabem que mais cedo ou mais tarde os “doadores” concluem os seus projetos e zarpam satisfeitos com os resultados , sempre atingidos, mas que logo se devanecem como a espuma das ondas ao vento, aceitam divertidos os afans dos “brancos”. Afinal, o importante e a ajuda.

Será que estas ajudas ao desenvolvimento são incluídas no VAB para efeito da redução da pobreza?

Serie Crónica da Guiné # 34

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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