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O Gerador (Crónica da Guiné XVIII)

Há por aqui um velho gerador. Jaz triste, empeirado, exposto às intempéries inclementes de África.

Foi feito para trazer luz. Para dar energia a quem dela necessite. Jaz emudecido.

Tem inscrito as organizações doadoras. Foi gasto dinheiro para o comprar, para o manter. Podia dar luz e e energia. Da dó vê-lo ali no canto, abandonado. Castrado de sua função.

Podiamos pensar que e incúria dos homens. Desleixo de quem devia zelar pelo bem comum. Talvez seja apenas esquecimento.

A cooperação em Africa é hoje uma especie de gerador abandonado. Ouvimos as historias de milhões que transitam sobre o Atlântico. Vemos poucos a fazer um tranalho desinteressado para ajudar os outros

Este gerador podia dar luz. Mas jaz aqui emudecido. E seria simples torna-lo útil. Ou talvez não? Estranha forma de trabalhar.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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