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A cultura do Contentor (Crónica da Guiné XII)

Sabemos os efeitos multiplicadores das vias de comunicação para as economias locais. Em Bissau, o mercado do Bandim, na Auto-estrada que liga a cidade ao Aeroporto, e um exemplo do comércio da cidade. Dum lado, para quem entra na cidade, comercio de retalho. Do outro, para quem sai, comércio por grosso, incluindo transportes ( de passageiros e mercadorias).

Ha uma ordem no caos. Melhor, uma segmentação por atividades. Por exemplo os frescos concentram nas rotundas. Para encontrar texteis, (com o celebre pano de ponti a escassear e a ser substituído pelos texteis chinêses) é necessario entrar para o interior.

Mas o que realmente é uma inovação são os contentores. Em bissau constituem a maoria dos bares. Mas saindo para Biombo, são espacos comerciais. Alguns ja asssentados em base de cimento. Outros ja com telhados de colmo para evitar os efeitos do barulho das gotas de chuva.

Vendo bem, tratam se de espaços móveis, baratos e seguros. Se o comércio não esta a dar desloca-se. Sao ao preço da chuva, pelo que evita a especulação imobiliária. No final do dia fecha se a porta a cadeado e nao ha entradas por janelas, portas do fundo ou buracos no telhado.

Olha se a cooperação portuguesa, o Camões ou Gulbenkian se lembrassem de fazer bibliotecas em contentores. Isso e que era literalmente espalhar a lingua português no espaco do Kriole.

Contentor Lusófono em Bissau.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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