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Educação patrimonial

O Método de Projeto na Educação

O método do projeto ou engenharia de projeto é um processo de formação desenvolvido nas escolas politécnicas de engenharia e arquitetura na Europa (Alemanha e França), a partir do Seculos XVIII.

No final das licenciaturas, normalmente no último ano, os estudantes tinham que desenvolver um projeto, usando as capacidades e ferramentas aprendidas, aplicando-as a problemas concretos vividos e presenciados no mundo do trabalho.

A filosofia do projeto expande-se ao longo do século vinte para as várias atividades, entre as quais na Filosofia da Educação, tendo como seu principal cultor William Heard Kilpatrick.

Neste método de projeto na educação, centrado na criança desenvolve-se por etapas progressivas, onde a cada aluno ou grupo de alunos é proposto um problema concreto, que tem que ser resolvido com o mínimo de orientação por parte do professor, aqui desenvolvido como tutor para ajudar o processo de seleção de informação relevante e sua comunicação. No processo de comunicação o tutor deve acentuar as consciências do conhecimento alcançado.

Ao invés da educação tradicional, baseada em conteúdos estáticos e desligados do mundo, o aluno no método de projeto é convidado a explorar o seu mundo e o contexto em que vive. A exploração do mundo deve ser construída com base nas suas capacidades de reconhecimento, de sensações e afetos. Esse reconhecimento de si é a motivação para desenvolver as suas aprendizagens. O processo educativo é em grande medida orientado pelos interesses pessoais dos alunos, que produzem os seus objetos didáticos.

O trabalho de projeto deve ter uma componente individual e de grupo. A componente grupal é essencial para o desenvolvimento das regras de convivências, de gestão de regras democráticas e para o desenvolvimento de discussões sobre as diferentes partes do conhecimento, com vista à sua integração. O conhecimento produzido e um conhecimento partilhado e participado.

Kilpatrick desenvolveu o seu método através de 4 grupos de proejto:

  • a construção (como escrever uma peça)
  • a diversão (como experimentar um concerto),
  • a problematização(por exemplo, discutir um problema social complexo como pobreza)
  • e a aprendizagem de técnicas específica (que exige um empenho pessoal, seja no desporto, seja na música, seja em qualquer outra atividade.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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