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Educação patrimonial

Johann- Heinrich Pestalozzi (1746 – 1827) Escola para todos

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Penso que a figura de Pestalozzi se impõe como a mais fulgurante na história da pedagogia, porque as suas ideias se alicerçam numa vida inteira dedicada à busca de soluções para libertar da miséria os camponeses e mendigos que desde criança ele conheceu de perto e cujos dramas não deixaria de partilhar ao longo da sua existência” Lucinda Atalaya (Fudadora da Escola Pestalozzi em Lisboa)

A origem do chamado método Pestalozzi encontra-se nos efeitos das Invasões Francesas, que em 1798 invadem os cantões suiços, deixando um rasto de destruição e pobreza. Na sequência da invasão da incorporação de homens nos exércitos, muitas crianças tinham ficado órfãs e vagueavam pelas terras sem rumo. Pestalozzi reuniu muitos destas crianças num convento abandonado e decidiu dar-lhes educação. Embora passados poucos anos o convento tenha sido requisitado para hospital, Pestalozzi defende que a mudança social que o país atravessa exige uma “revolução pedagógica”, associado o ensino ao trabalho e propondo uma educação para todos. Mais tarde prosseguirá os seus trabalhos noutra instituição.

A introdução do afeto na escola e no processo de aprendizagem é uma dos contributos de Pestalozzi para a teoria motivacional em educação.

O chamado “metido Pestalozzi” parte da observação das coisas do mundo. Há que sentir e ouvir o mundo. Criar laços de afeto com o que rodeia A intuição da escuta leva à explicação por palavras, por desenhos ou por outas expressões. As crianças têm que adquirir três dimensões; o nome, a forma e o número. No papel das aprendizagens as mães tem, para Pestalozzi um papel fundamental, pelo que necessitam de ser orientadas pela escola. No seu “Manuel para mães” desenvolve três elementos que as mães, enquanto educadoras naturais, deveriam insistir com os seus filhos: o desenvolvimento da linguagem pelo hábito de se exprimir com precisão; o desenvolvimento da inteligência pela capacidade de distinguir os objetos nas suas as diferentes partes, as qualidades e funções desse objetos e as suas propriedades; e o conhecimento de si mesmo, através do reconhecimento do que que é fisicamente, do que pode alcançar através das suas faculdades, e o que o que lhe falta, ou seja as suas necessidades, o que deve, ou seja os seus deveres.  

Na Escola Pestalozzi a criança procura por si própria a informação, está activa na construção do seu processo de aprendizagem. No metido Pestalozzi não há prémios nem castigos. No final de cada semana de trabalho cada aluno faz, em grupo, a análise do trabalho da semana.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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