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Guia Bibliográfico para História de Moçambique de Amélia Souto

O Guia Bibliográfico para o Estudante de História de Moçambique, da coleção “Nosso chão” da Universidade Eduardo Mondlane, o nº 6 da coleção coma data de 1996, é da autoria de Amélia Souto, é útil para o período de 200 até ao início processo de independência em meados do século XX.

Encontramos este exemplar na Livraria da UEM, pelo preço de 200 Meticais. Cerca de 2,50 €. É uma relíquia para quem se interessa pela história do País. É uma publicação policopiada, com 347 páginas, organizado por capítulos temáticos clássicos deste tipo de obras. Inicia-se pelas obras de referências. Aborda de seguida a bibliografia sobre a expansão Bantu. No terceiro ponto aborda as sociedades africanas conhecidas no atual território. O Império do Monomotapa, Os reinos Marve, Os reinos a sul de Save e o Reino de Gaza. Mais a Norte, os reinos Yao, Maconde e Macuas do Interior. Os reinos do Vale do Zambeze e os Reinos da Costa de influencia Suaíli e islamizados.

O ponto 4 dá relevo à história Económica, com os temas do comércio do litoral, de ouro e marfim, o tráfico de escravos. Já mais no tempo contemporâneo, o comércio de oleaginosas, e as companhias de plantação. Ainda no 4 ponto, uma pequena história social do trabalho, com os trabalhos migratórios para as minas da Rodésia e África do Sul, e a emergência dos sindicatos nos portos e caminho-de-ferro.

No ponto 5 aborda a organização administrativa do colonialismo, e no ponto 6 os processo de ocupação territorial do século XIX e princípios do século XX. No ponto 7 apresenta as bibliografias para a história operária e das relações sociais em Moçambique, incluindo as políticas coloniais para os indígenas.

Finalmente no ponto 8 aborda as questões culturais, com apresentação de bibliografia para as religiões africanas, a igrejas católica e as suas missões. As igrejas protestantes e à presença do Islamismo. Termina com uma reflexão sobre a História da Educação em Moçambique, na sua relação entre colonos e africanos.

Na capa uma figura que ilustra os “Cafres de Moçambique” inserida na
publicação de Jan Van Lisnchotem in Navigatio ac Intenerarium, 1596. Uma imagem clássica. 

A publicação deverá ter dado apoio ao programa de graduação em História de Moçambique e reflete a organização do pensamento historiográfico do tempo. Ausente está a presença das comunidades hindus e indianas.

 

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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