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Políticas Culturais em Portugal IV: A Internacionalização (1989-1998)

O terceiro momento da democracia é marcado pela Europália em 1991, comissionada Rui Vilar que introduz uma visão cosmopolita para a cultura portuguesa, e da Comissão para a Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (985-2002), que cria um plano de investigação sobre a história portuguesa que se alarga ao mundo lusófono[1].  

O Festiva da cultura Europália, que se realiza em 1991, na Bélgica marca a procura da internacionalização da cultura portuguesa. Com a influência da narrativa da XVII Exposição de 1981, a experiencia levada a Bruxelas permite a aprendizagem de muitos profissionais para fazer festivais, concursos e bienais de arte. Em Lisboa, noa anos de 1990, ensaia-se uma renovação das Festas de Lisboa, com a ultrapassagem do modelo das marchas e dos arrais populares, criando um festival de música que toma conta da cidade durante o mês de junho. Trata-se dum tempo de sucesso para os eventos da cultura artística e do património. Enquanto na cidade as ates da cultura tomam conta do espaço público, a Comissão dos Descobrimentos mobiliza a sociedade científica. A arte e acultura portuguesa acertam o rimo com a produção cosmopolita. A fundação Gulbenkian é um centro de experimentação. Abre as portas para as experiencia de performatividade e de música experimental.

A partir de 1998, com o governo socialista e a criação do ministério da cultura de Manuel Carrilho, influenciado pelas políticas públicas de raiz francesa, completa-se o ciclo dos equipamentos culturais estruturantes. O governo desenvolve uma política pública mais interventiva, com base num modelo de planeamento centrsl, já um pouco desfaso das correntes euriopeias, mas que é justificado com a necessidade de criar as redes básicas modernas de equipamentos culturais, como sejam a criação de redes de bibliotecas, de arquivos, de teatros, (e um pouco mais tarde de Museus). Neste período, como complemento da ação do Estado na Cultura, as autarquias locais desenvolvem também o modelo de cultura centralizada, responsabilizando-se por políticas culturais locais.

Neste final de período, marcado pela realização da Expo 98 em Lisboa, verifica-se que as políticas culturais infletem do modelo neoliberal, de privatização e PPP, para um modelo de planeamento central estatal, registamdo-se um forte aumento da despesa e investimento público na cultura, com o consequente aumento da despesa com pessoal: Contudo, este aumento da despesa com pessoal será sobretudo um aumento com a prestação de serviços. A cultura ganha visibilidade na cidade, expende-se a rede de galerias e livrarias urbanas aumentam os festivais locais de música e espetáculo. A arte e acultura português afirmam-se como um espaço de produção cosmopolita. Regista-se neste período o Nobel da Literatura de Saramago e Portugal com país anfitrião da Feira de Frankfurt. Que ão notoriedade e reconhecimento. Contudo, neste período regista-se um certo desinvestimento na visibilidade das elites portuguesas em África no Mediterrâneo e no Brasil, que continuará a ser espaço de intervenção de algumas associações e grupos alternativos.

[1] http://purl.pt/index/geral/aut/PT/31063_P1.html

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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