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Coimbra tem mais encanto na hora da despedida.

Coimbra do Mondego, cantada por poetas, alcandorada no morro da Alta, feita univesidade e cantadeira do fado, que a condição de patrimonio da humanidade enche se de turistas pela manhã. Com eles o espaço vai se transformado. Que transformação e esta?

Ao sair de Estação em direção ao alto, atravessa-se o velho bairro comercial. Decrépito em paredes e comercio. Na Feereira Borges, uma tuna trajada a rigor, ensaia baladas a troco de moedas. Trajes negros de estudantes, celebrando a juventude e a liberdade de cantar, de estar entre outros, igual na roupa, igual na desventura e na juventude. Velhos hábitos que se prepetuam, ajeitando se ao destempero turístico.

Ao passar no Arco da Almedina, o alfarrabista vende, há pelo menos 7 anos, um livro sobre a mais antiga igreja em Africa Oriental. A velha igreja da Foz do Save, destruída nos anos 20 pelos colonos empreendedores.

O colonialismo persiste nos livros. O falclore dos estudantes persiste nas palavras e gestos.

Subo a enconsta do Quebra Costas. Sé Velha. Mais turistas japoneses a olharem as beatas e fragmentos de garrafas de cerveja que denuncia as noites de Boêmia da zona.

As paredes são gritos de revolta. “As paredes são das tintas”. “O Teu medo é o tempo que te apaga”.

Continuo. Gentes de Coimbra abrem as lojas. Varrem o chão. Atarracadas. Desmazeladas. Tentam limpar a sujidade entranhada nas pedras.

Coimbra da Alta. Universitaria e arrogante que e ergue numa baixa suja. Patrimônio exaltado sobre um lamaçal de merda.

Coimbra constrói uma narrativa de poder sobre o conhecimento. Um conhecimento que todos os poderes modernos nao deixam de exaltar.

O Joanismo humanista a monarquia de avis, que cresce sobre o tumulo do fundador, abandonando o campode aljubarrota.

Sobre o imperio humanista os jesuítas. manejam as ferramentas da maipulacao de almas. Colegioas crescem. Contra eles se firma o iluminismo pombalino. Laboratorio Chimico a mostrar que a natureza se pode dominar. O neoclassicismo alimenta se dos quadros do Império

O Estado Novo reforça a ocupação neo classica. A democracia traz os museus e a reabilitação. O turismo vai pagando. Transformando.

Gigante na soberba, Coimbra está cheia

de ferro velho.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

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