Categorias
Leituras

Neurociências sociais

As neurociências sociais    artigo de Dr. Jean Decety/ University of Chicago na enciclopedia Universallis)

Tradução livre

!Após os anos 90 do século XX as neurociências e as ciências cognitivas ganharam um espaço crescente, no âmbito dum contexto intelectual cada vez mais sensível às problemáticas centradas no indivíduo e no funcionamento do comportamento humano. Por entre os vários campos disciplinares em crescimento, as neurociências sociais procuram estabelecer como é que o entendimento das interações sociais se concretiza no cérebro e, ao mesmo tempo, como é que os fatores biológicos podem influenciar esses processos. Através da articulação de diferentes tipos de análise, biolóigica, cognitiva e social, o domínio da investigação interdisciplinar da neurociência social procura encontrar uma explicação mais completa sobre os processos e mecanismos subjacentes aos comportamentos sociais.

NEUROCIENCIAS SOCIAIS

No início do século XXI verifica-se um crescente alargamento das pesquisas sobre as neurociências sociais. Se olharmos os títulos de alguns artigos, podemos verificar a sedução por algumas descobertas (focadas nas bases neuronais do amor, do altruísmo, dos juízos morais e éticos, na generosidade e na confiança), trabalhos que suscitam não só o interesse da comunidade científica, mas também do público mais alargado. Independentemente do desenvolvimento posterior, uma coisa é entender que todos os fenómenos psicossociais são subentendidos como mecanismos biológicos, outra coisa é entender que uma dada região do cérberos, ou um circuito neuronal particular é a base do entendimento de processso fenomenológicos complexos, como sejam a auto confiança, o amor paternal ou o raciocínio moral.

De seguida será definido o que são as neurociências sociais, adotando uma prespetiva transdisciplinar (da biologia da evolução à economia comportamental). É de salientar que as definições de funções psicológicas e sociais não podem ser reduzidas a entendimentos fenomenológicos ou reduzias apenas a processos moleculares. Por outro lado os conceitos desenvolvidos pelas ciências comportamentais e ciências sociais são úteis para descrever sistemas complexos. Os progressos nas neurociências sociais necessitam de uma integração de diferentes níveis de análise. Estes níveis referem-se a diferentes escalas que podem ser representados no cérbero (nível molecular, celular, tecido, orgânico, sistémico, organismo, ambiente social e contexto sociocultural)

.O campo de aplicação das neurociências sociais

Durante muito tempo a neurociência “tradicional” considerou o sistema nervoso como uma entidade relativamente isolada. Os investigadores e as pesquisas ignoravam a influência e o contexto social em que os seres humanos viviam. No comportamento animal, a questão da influência do ambiente era por vezes considerada como explicação do fator adaptativo. Apesar de tudo algumas espécies animais criam organizações onde interagem. São estruturas fora do sistema nervoso, que no entanto de relacionam com os comportamentos animais e geram, em grupos humanos, comportamentos sociais, que são observados como fenómenos sociais. Há no mundo biológico indivíduos onde o comportamento é condicionado por estruturas exteriores, que podem variar entre conjuntos mais ou menos complexos e mais ou menos extensos. Nos grupos humanos podem-se agrupar em conjuntos culturais, famílias ou grupos sociais, também eleas mais ou menos extensos.

As estruturas sociais onde os indivíduos se integram, no âmbito da neurociência, embora externos ao indivíduo, tem um génese idêntica aos mecanismos genéticos, hormonais e neuronais que as sustentam, na medida em que os comportamentos sociais que as sustentam e que delas resultam são determinantes para a sobrevivência e reprodução dos indivíduos. O ambiente social influencia o comportamento (e vice-versa) em todas as espécies, desde os micróbios até os humanos.

Os vertebrados apresentam uma notável diversidade de organizações sociais, variando de formas de vida relativamente insociáveis e territoriais a organizações monogâmicas e que podem gerar espécies híper sociais que vivem em grupos sociais complexos. A esta variabilidade específica também se pode associar uma grande diversidade de comportamentos sociais entre indivíduos da mesma espécie. Essa diversidade pode ser moldada pelas relações sociais, pelo estado do sistema neuro endócrino e pelos fatores genéticos. A neurociência social pode ser considerada como o campo interdisciplinar dedicado ao estudo destes mecanismos neuronais, hormonais, celulares e genéticos e, como um corolário, ao estudo das associações e influências entre os níveis sociais e biológicos das espécies sociais, sejam insetos, roedores, mangustos ou primatas.

Esse esforço interdisciplinar e essa estratégia de análise multinível não se limitam aos seres humanos. A biologia evolutiva e a genética mostrarm-nos nos que os humanos partilham muitos genes com outros animais, mesmo com um organismo tão simples quanto o verme “Caenorhabditis elegans”. Com as sequências do genoma disponíveis para várias espécies, sabemos agora que um número notavelmente grande de genes codificadores é compartilhado entre todos os animais. Nematodes, moscas e abelhas, por exemplo, têm comportamentos simples e sistemas nervosos, e frequentemente (mas nem sempre) genomas menores que animais mais complexos; No entanto, esses modelos animais são valiosos e podem informar grandemente nossa compreensão dos comportamentos sociais. Além disso em muitos destes modelos de comportamento manifestados por animais mais simples (como por exemplo, namoro, acasalamento, agressão, cuidado parental, alimentação, aprendizagem, orientação espacial e memória) também estão presentes em animais com uma organização mais complexa. Assim, a aprendizagem e a memória acompanham as mudanças no status social resultantes da luta entre machos na mosca da fruta (Drosophila). Quando um macho inexperiente observa dois outros machos lutando, ele modifica e adapta seu comportamento de acordo e dependendo se de seguida ele encontra o perdedor ou o vencedor.

Para a neurociência comportamental estes os modelos de comportamento animal são fundamentais na pesquisa porque permitem ir para além de simples correlações para explicar os mecanismos genéticos, hormonais, celulares e neuronais do comportamento social. Eles não são apenas importantes para validar hipóteses (lesões, farmacologia etc.), mas também são essenciais para entender os conceitos psicológicos usados por cientistas sociais e cientistas humanos. Eles ajudam a desenvolver paradigmas comportamentais apropriados a determinados contextos. Para além disso, pesquisas interdisciplinares revelaram pontos comuns e situações diferentes entre espécies sociais. Por exemplo, a nossa biologia ajudou a moldar o ambiente social que criamos e nosso ambiente social ajudou a moldar o nosso património genética, a sua expressão assim como o nosso cérebro.

Partilhamos essa herança biológica com outras espécies animais. Análises da cognição e dos comportamentos sociais (com base em dados objetivos e empíricos) mostram que muitos mecanismos inconscientes foram retidos em humanos (como mecanismos de saudação e precaução, cuidado parental, ou os mecanismos de reforço, de envolvimento e prazer), talvez mais do que pensamos, inclusive em áreas que parecem específicas do ser humano, como o juízo moral e ético.

O estudo de outras espécies sociais fornece informações essenciais sobre esses mecanismos moleculares conservados. Por exemplo, a nossa compreensão dos laços interpessoais aumentou significativamente quando a concentração dos recetores de duas classe de neuro peptídeos: – a oxitocina e vasopressina, foram identificados na ratazana pradaria, em áreas ricas em dopamina no cérebro desta espécie solitária. Em contraste, a concentração destes recetores foi encontrada em locais diferentes nas regiões associadas com recompensa e reforço na ratazana de campo, uma espécie mais solitária Os trabalhos conexos sugeriram que os polimorfismos genéticos dos recetores da oxitocina estão implicados na socialidade das ratazanas da pradaria, nas aves e nos humanos.

A pesquisa sobre os modelos de animais forneceu a base para os estudos experimentais em humanos quem demonstram os efeitos contrastantes da administração de oxitocina intranasal contrastantes em diversos comportamentos sociais, como por exemplo a filiação paternal, a confiança e a generosidade

Finalmente, estudos usando imagens de ressonância magnética funcional indicam que a administração de ocitocina reduz a atividade da amígdala e modula sua conectividade com as regiões do tronco encefálico envolvidas no medo e na capacidade de resposta emocional.

Todo esse trabalho, em animais e humanos, torna possível entender que a ocitocina tem um impacto geral na facilitação da abordagem social (incluindo emoções sociais negativas, como raiva, agressão e inveja), assim como e evitar a inibição da sociabilidade.

Régions cérébrales impliquées dans la morale – Grâce notamment à l’utilisation de nouvelles technologies, comme l’imagerie cérébrale fonctionnelle chez l’homme, ainsi que l’étude des lésions neurologiques, les neuroscientifiques parviennent à identifier les zones du cerveau impliquées dans la prise de décision morale. Crédits : Dr. Jean Decety/ University of Chicago

A neurociência social é intrinsecamente um campo de interdisciplinaridade. Nela estão envolvidas várias disciplinas envolvidas (da biologia molecular à economia comportamental) e vários níveis de análise que necessitam de ser articulados e exigem colaborações próximas, teóricas e metodológicas. entre especialistas de diferentes disciplinas. As abordagens multidisciplinares podem ser distinguidas das abordagens interdisciplinares. A pesquisa multidisciplinar é caracterizada por uma agregação de competências, enquanto a pesquisa interdisciplinar é definida pela criação de sinergias entre os especialistas, o que pode transformar a natureza das problemáticas colocadas bem como as perspetivas dos pesquisadores. A pesquisa científica interdisciplinar envolve mais riscos do que a pesquisa multidisciplinar, porque ela é o produto de um grupo e não apenas a soma dos conhecimentos especializados dos indivíduos. Contudo, como resultado, as equipes interdisciplinares são mais propensas ao fracasso do que as equipes multidisciplinares. No entanto, esse risco acrescido é acompanhado por um maior potencial de ganho. Um programa de pesquisa bem sucedido, permitem criar importantes inovações científicas e progredir na solução do que se pensava serem problemas insolúveis e influenciar outras disciplinas.

A necessidade de análises multiniveis

O comportamento humano pode ser analisado em vários níveis de organização, desde o nível celular até ao geopolítico. O que constitui um nível de organização, na parte inferior desta escala, corresponde ao nosso conhecimento de anatomia, bioquímica e fisiologia. No entanto, o critério final é a utilidade do nível escolhido pela organização para esclarecer um fenômeno (por exemplo, para entender o comportamento agressivo ou pró-social).

As construções teóricas desenvolvidas nas ciências sociais por psicólogos, sociólogos e economistas fornecem ferramentas e conceitos para a compreensão dos comportamentos complexos sem ter que especificar cada um dos seus componentes elementares, e oferecem processos eficazes para abordarem os sistemas complexos. Estes conceitos teóricos ajudam-no a entender como o cérebro social o que, por sua vez, pode constituir informação e precisão através de teorias e métodos da neurociência. As teorias de criar hipóteses sobre a manifestação de comportamentos em diferentes níveis da organização e a aplicação de testes empíricos pode ser usados para apoiar, rejeitar ou refinar as teorias

Os princípios fundamentais que guiam as neurociências sociais

O princípio do determinismo múltiplo

Este princípio afirma que um dados comportamento identificado a um determina nível de organização cerebral pode ser o resultado da ação de vários fatores localizados em diferentes níveis da organização e das suas interações. Por exemplo, estudos que focalizaram o abuso de drogas destacaram, por um lado, a contribuição de fatores neurobiológicos individuais localizados no sistema de recetores opióides endógenos, enquanto, por outro lado, os inquéritos mostraram o relevante papel do contexto social e do estatuto social da pessoa. A nossa compreensão do abuso de drogas é incompleta se não levarmos em conta as diferenças individuais de recetores no cérebro e sua interação com o contexto social.

Na mesma direção multifatorial, enquanto as funções imunológicas já foram pensadas para refletir respostas fisiológicas específicas e não específicas para patogénicos ou tecidos danificados, é hoje claro que as respostas imunes são influenciadas por processos nervosos centrais que , por sua vez, são modulados pelas interações sociais. Uma boa compreensão da imunocompetência humana na vida cotidiana será, portanto, insuficiente, sem levar em conta fatores sociais e comportamentais.

Uma das consequências do princípio do multdeterminismo é que as teorias globais do comportamento requerem um exame da contribuição potencial de fatores localizados para diferentes níveis de organização e a análise precisa de suas interações.

O principio do determinismo não aditivo

O princípio do determinismo não-aditivo especifica que as propriedades do conjunto nem sempre são redutíveis à soma simples das propriedades das partes.

Isso pode ser ilustrado estudando os efeitos da anfetamina no comportamento dos primatas. O comportamento de primatas não humanos foi estudado após a administração de anfetamina ou placebo para examinar se os animais com anfetaminas apresentaram um aumento nos padrões de dominância. Após as análises iniciais, nenhuma tendência clara surgiu entre as condições do medicamento e do placebo. Os resultados foram muito diferentes quando as análises levaram em consideração a posição de cada primata na hierarquia social: a anfetamina havia aumentado o comportamento dominante entre os primatas que ocupavam uma alta posição na hierarquia social, e também aumentava os comportamentos de submissão a primatas na base da hierarquia social

Este estudo mostra que os efeitos da anfetamina no comportamento dos primatas teriam permanecido opacos se a análise não tivesse sido estendida ao seu nível de organização social. Uma análise estritamente fisiológica, seja qual for a sofisticação da tecnologia de medição usada, não teria revelado a interação entre tal estimulo e uma posição social.

O princípio do determinismo réciproco

O princípio do determinismo recíproco especifica que pode haver influências recíprocas entre fatores biológicos e sociais na determinação do comportamento. Por exemplo, o estatuto socioeconómico influencia a cognição e o sucesso acadêmico em grande parte devido a seus efeitos no desenvolvimento do cérebro durante a infância.

Os mediadores desse efeito de cima para baixo incluem fatores pré-natais, cuidado parental e estimulação cognitiva. As diferenças no desenvolvimento neurológico, por sua vez, afetam o funcionamento executivo, o sucesso acadêmico e o estatuto socioeconómico subsequente.

Conclusões

Todos os fenómenos psicológicos e sociais são apoiados em mecanismos neurobiológicos e moleculares que são, desde o nascimento, influenciados reciprocamente pelo ambiente físico e social em que os organismos interagem.

A neurociência social considera que as relações entre os domínios biológico e social são bidirecionais e recíprocas: os eventos neuroquímicos influenciam os processos sociais e os processos sociais influenciam a neuroquímica do indivíduo.

A articulação dos níveis de análise biológica, cognitiva e social favorece uma explicação mais completa e integrada do funcionamento da mente humana e dos comportamentos sociais.

Os seres humanos são sistemas biossociológicos complexos que não podem ser compreendidos simplesmente extrapolando as propriedades de seus componentes elementares.

O melhor preditor de comportamento social é uma combinação complexa de fatores situacionais, sociais e de personalidade, que incluem aspetos genéticos, de desenvolvimento e fisiológicos. Interações recíprocas entre um organismo e seu ambiente são orquestradas em múltiplos níveis para manter um equilíbrio dentro deste organismo.

A neurociência social é um campo de pesquisa empolgante e crescente que tem aplicações potenciais em muitos aspetos do nosso quotidiano, muito além do mundo académico; por exemplo, nas áreas de educação, saúde, justiça e políticas públicas. Portanto, é essencial que essa abordagem articule diferentes níveis de análise para fornecer uma compreensão mais abrangente da complexidade inerente aos processos sociais.

Sem essa abordagem multidisciplinar, a análise leva a uma visão parcial e ingênua de como fenômenos sociais e mecanismos biológicos estão conectados.

Finalmente, é importante salientar ue entender e articular as leis que ligam os diferentes níveis de análise não leva a reduzir ou eliminar os níveis mais altos dessas análises. As construções e estudos intelectuais de economistas comportamentais ou psicólogos sociais são valiosos ao lado daqueles oferecidos pela biologia e pela ecologia.

No entanto, eles podem e devem ser informados e refinados pela integração de teorias e métodos da neurociência social. Ao preencher a lacuna entre os estudos em animais e humanos, a neurociência social contribui para uma melhor compreensão dos mecanismos pelos quais o meio social influencia nosso bem-estar (fatores de stress, apoio social, expectativa de vida, etc.). A transferência de conhecimento deve ser feita com atenção às diferenças entre as espécies, com base em adaptações evolutivas específicas.

Le transfert des connaissances doit être fait en étant attentif aux différences entre les espèces, basées sur les adaptations évolutives spécifiques.

BIBLIOGRAFIA

  • T. CACIOPPO & J. DECETY, « Social neuroscience: challenges and opportunities in the study of complex behavior », in Annals of the New York Academy of Sciences, vol. 1224, pp. 162-173, 2011
  • S. CARTER, A. C. DEVRIES & L. L. GETZ, « Physiological substrates of mammalian monogamy: The prairie vole model », in Neuroscience and Biobehavioral Reviews, vol. 19, no 2, pp. 303-314, Elsevier, 1995
  • COWELL & J. DECETY, « Precursors to morality in development as a complex interplay between neural, socioenvironmental, and behavioral facets », in Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA, vol. 112, no 41, pp. 12657-12662, 2015
  • DECETY & J. T. CACIOPPO, Handbook of Social Neuroscience, Oxford University Press, New York, 2011
  • DECETY & Y. CHRISTEN dir., New Frontiers in Social Neuroscience, Springer, Berlin, 2014
  • HACKMAN, M. J. FARAH & M. J. MEANEY, « Socioeconomic status and the brain: mechanistic insights from human and animal research », in Nature Reviews Neuroscience, vol. 11, pp. 651-659, 2010
  • N. HABER & P. R. BARCHAS, « The regulatory effect of social rank on behavior after amphetamine administration », in P. R. Barchas dir., Social Hierarchies: Essays toward a Sociophysiological Perspective, pp. 119-132, Greenwood Press, Westport, 1983
  • B. SOKOLOWSKI, « Social interactions in “simple” mode systems » in Neuron, vol. 65, no 6, pp.780-794 , Elsevier, 2010
  • YURKOVIC, O. WANG, A. C. BASU & E. A. KRAVITZ, « Learning and memory associated with aggression in Drosophila melanogaster », in Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA, vol. 103, pp. 17519-17524, 2006.

para leitura do artigo original em françês  na Enciclopédia Universalis

Nota :”A tradução livre deste artigo é aqui disponibilizada para uso e discussão académica, no âmbito do seminário de museologia social a realizar em agosto de 2018.

Por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural
Museu Afro Digital - Portugal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.